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Guarde-me, Anjo

Foi por você que me tornei a proscrita,
a maldita,
foi por você que alterei os ciclos
e criei os reciclos,
foi por você que tombei a letra,
que me fiz ardente greta,
foi por você que abri a cancela,
que enfureci a procela;
Por você, por você...

Maldito, mil vezes, maldito,
que se expande, se espalha,
coloca o corpo ao agito
para qualquer uma que o valha.
Maldito da minha sanha perdida,
da minha desgraça, minha infâmia,
que me torna a desvalida;
eu, que me ardo como Titânia
deitando-o meu Oberon pela relva,
que o trouxe ao fascínio ínfimo
da revelação dos montes da selva,
que o abriguei em meu estuário
em meu estreito de magia e comando,
que o permiti em pé em meu santuário
pelos poderes que abri ao meu mando;

Maldito,
que chapinha pelo meu sangue
e não vê meus olhos derramando dor
nem minhas veias abertas ao exangue;

Maldito,
- tão Bendito -
guarde bem o meu amor...
Maria Quitéria
Enviado por Maria Quitéria em 07/09/2006
Código do texto: T234463

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Sobre a autora
Maria Quitéria
São Paulo - São Paulo - Brasil
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