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"Introdução"

Mesmo assim eu escrevo AZUL.
Linhas azuis em branco.
O branco do cérebro em caatingas de amor.
Pluralmente o verbo inflexível que não rompe.
É brôto criando raíz.

Uma verde lembrança do fruto, e me jogo
no meio das horas que me percorrem;
jóias raras. Tão preciosas horas. Horas...
De minutos e alguns segundos em compasso
nos trilhos do tempo, marcando à ferro e fogo.

Naquela rua sombria de Londres, em que
hoje de manhã sorríamos dôr aos cães vadios,
aos sentinelas perdidos todos sob o Tempo
que se esvai, rápido e em sangue. E, os nossos olhos
nem se cruzavam mais. "Nossos" olhos.

O covarde assassina dando um beijo.
Eu-bravo com um punhal.
Debora F
Enviado por Debora F em 18/09/2006
Código do texto: T243104

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Sobre a autora
Debora F
Arco-Íris - São Paulo - Brasil
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Debora F