Deidade

A minha Amada, flor bizantina,

É a imagem fina

De Santa Clara, Luz dos Vitrais!

Vejo-a inspirar-me, pálida e pura,

Na iluminura

Dos livros das horas e dos missais!

Quando a contemplo, cheia de graça,

Na alta rosaça

Que arde na torre de nossa fé,

Qual São Bernardo, rezo, em dulia,

Mariolantria,

Virgem Santa de Nazaré!

Tende piedade dos meus cuidados,

Dos meus pecados,

Daí-me a certeza da salvação!

Que eu sinta aquele mel inefável,

Óleo adorável,

Que unge o sorriso de Santo Antão!

Santa Cecília, Santa Constança,

Lírio-Esperança,

Estrela d’Alva do meu Amor!

Ó kirialesca, Mística Dona,

Branca Madona,

Casta açucena de neve em flor!

Feita de cera, de ágata e prata,

Inviolada,

Tendes os olhos das nossas Mães!

Senhora Minha! Senhora Minha!

Noiva e Rainha!

Casa-te comigo no altar das manhãs!

Tilintam sinos, tinem matinas,

Trilam surdinas,

(Diling eling, diling e len...)

Misericórdia! Monja Amorosa!

Miraculosa!

Daí-me o teu amor sempre. Amém.

ROGERIO WANDERLEY GUASTI
Enviado por ROGERIO WANDERLEY GUASTI em 12/01/2011
Reeditado em 26/04/2018
Código do texto: T2724323
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