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Cronos



Não guardo a data dos meus últimos atos, não trago o tempo na mente, o meu pulso não carrega o peso dos relógios. Medir o tempo é ensaiar o final do filme.

O tempo, a brisa que afaga a pele e o rio anda lentamente sobre a terra, qual cobra esperando dar o bote no mar, roça o barro e vai seguindo. Medir o tempo é antecipar o gozo.

Gosto de olhar o teu humor, talvez hoje chova, o céu está cinza. Ou o sol saia nesse céu que já foi azul. Um dia, quanto é um dia? Um sorriso, a nudez, lágrima. Medir o tempo é perder o sabor do beijo.
Deijair Miranda
Enviado por Deijair Miranda em 27/10/2006
Código do texto: T274654
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Sobre o autor
Deijair Miranda
Pojuca - Bahia - Brasil, 41 anos
116 textos (5515 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 05:31)