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A Lua, um Morcego e um Poste de Luz.

Na ventania dos crepúsculos quentes,
Me pego olhando a lua.
Grande e redonda.
Amarela também.
Num céu sem nuvens é onde está.
Céu que antes azul,
Já se rende à falta de luz.
Mas ainda carrega algum azul.
Um pouco desbotado, mas bonito.
E a lua nele.
E eu olhando a lua e ele.
Um morcego dá voltas na lua.
Sem querer, é claro.
Dentre suas preocupações,
Certamente não está alcançar a lua.
Mas foi fácil compará-lo
Com os insetos que rodeiam
O poste de luz da rua.
Tudo esquisito e escuro, menos a lua.
A lua, um morcego e um poste de luz.
Junte a isso os tetos das casas,
Fios de energia e árvores altas.
O vento continua...
Caramba, que sem graça!
Monótono como eu.
Tudo bem pra mim.
Pelo menos, foi a primeira vez no dia,
Que eu não pensei nela.
Ronaldo leandro quintino
Enviado por Ronaldo leandro quintino em 31/10/2006
Código do texto: T278312
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Sobre o autor
Ronaldo leandro quintino
Baixo Guandu - Espírito Santo - Brasil, 31 anos
5 textos (208 leituras)
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Ronaldo leandro quintino