TIA MARIA

TIA MARIA

Estou distante do mar.

Quis ficar assim,

Porque bem sei que ficaria longe da fantasia,

Mas como um floco de neve você chegou

E me apaixonei pelo modo como falava e sorria.

E me encantou o mês de maio sobre seu rosto,

Que é lindo e que prezo tanto,

Basta vê-la à sombra de um bosque,

Ou sozinha com seu pensamento,

Seu cabelo negro levado pelo vento,

Ou, de repente, buscando o sol para aquece-la,

Que sua beleza conforta minha vida.

Então sua cortesia e honestidade

Vêm dizer que você é fonte da virtude

E dona da beldade que é capaz de apartar minha mente do [coração,

Mas seu olhar, que tanto me faz feliz,

Simplesmente me expulsa,

Com uma dureza doce e uma plácida repulsa

E esfria meu ímpeto e veda minha esperança,

Então, penso na suave e singela palavra amor...

O amor que eu conheço há mais de vinte anos,

Te elegeu dentro de mim,

Por isso, agora estou enfermo, lento e bobo feito [criança...

E já não adianta mais ler os horóscopos

Para ver a inclinação do sol, ou a posição da lua...

Nem inventar um beijo, ocultar meus desejos,

Tampouco, cair de bêbado pela rua...

Talvez deva voltar para perto do mar,

Entregar-lhe meu vão anseio e vão tormento,

Sentir bater no meu rosto o vento

Para voltar a viver com felicidade.

Mas para isso, sei que preciso me livrar da sua voz no Meu inconsciente.

E do seu nome preso na garganta...

Contudo, toda vez que me lembro da França,

Me vem você na minha mente,

Porque é de lá que vem seu nome.

E toda vez que me deparar com estas linhas,

Me lembrarei da angústia que me fez passar, [involuntariamente,

Porque é dela que vem esse poema...

Eduardo Dias
Enviado por Eduardo Dias em 05/11/2006
Código do texto: T282868