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RESSURREIÇÃO


Paixão antiga, ainda viva, escondida.
Trago comigo esta amarga melancolia
Há anos e, de fato, sofrida
No triste vagar do dia.

Fora meu mortal segredo,
Sinfonia perfeita, mas sem harmonia.
Guardei-a em meu peito, ninguém mais podia
Conhecer a causa do medo.

Compartilhei-o esta noite,
Que tragédia a minha!,
Entregar-me ao açoite
Por vê-la sozinha.

A dor antiga massacrou-me a alma,
Queimou-lhe como fogo ardil.
Inocente, perdi a calma
Entregue ao seu jeito juvenil.

Cansei de guardar o amor,
De escondê-lo no peito errante...,
De desperdiçar meu esplendor
E não viver meus dias de amante.

Assim, esta paixão que me consome, ressuscito agora.
Dou-lhe lenha a alimentar o fogo.
Já era passada a hora...
Chega de viver um jogo...
Amo-te, digo pelas noite a fora.

26/07/2002 – Angra dos Reis
Alberto da Cruz
Enviado por Alberto da Cruz em 08/11/2006
Código do texto: T285198

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Sobre o autor
Alberto da Cruz
Angra dos Reis - Rio de Janeiro - Brasil, 35 anos
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6 e-livros (1207 leituras)
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