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Abraso o teu amor que me apaga

 
Tu me amas?
Não, não és capaz nem de amar-te,
Como podes amar outrem...
Amou-me um dia?
Não, fora o fogo da paixão
A arder a palha,
E agora apaga-se a última fagulha.
 
Na escuridão prestes estamos a entrar...
O fogo brando já o que queimar não tem,
Extinguimos nós em nós mesmos...
A paixão cessa — tu não me queres!
Que faço, pois não é o fogo que me liga a ti?
Que faço, se o que me mantém é o composto
Do calor do teu corpo...
Se a música que me aclama vem do teu peito...
Se meu coração é teu.
 
Tens paixão, eu amor.
Apagas, eu queimo.
Esfrias, abraso.
Repeles, não te deixo
Sorris, choro.
Não queres, te desejo.
Não tem jeito.
 
Alberto da Cruz
Enviado por Alberto da Cruz em 12/11/2006
Código do texto: T289236

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Sobre o autor
Alberto da Cruz
Angra dos Reis - Rio de Janeiro - Brasil, 35 anos
201 textos (24130 leituras)
15 áudios (1092 audições)
6 e-livros (1206 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 08:40)
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