FACULDADES DO AMOR

O que faculta a entrada do amor,

no nosso ser debilitado?

Os olhos - assimilam em primeiro,

identificam, investigam com rigor

passa pela retina onde fica aprovado,

e, depois sobe à cabeça onde é armazenado

deixando-nos estonteantes, estonteados.

Da cabeça desce aos ombros

que julgam agüentar o tranco,

sem medo ou riscos, de possíveis escombros!

Em seguida vem aos braços nos abraços

e dos braços chegam às mãos, que enlaçam

e haja tatos que tateiam nas leituras

que anseiam mais contatos.

Verificadas texturas, volumes,

nem pensar, ainda é cedo

para alimentar queixumes,

só os desejos de carinhos nos amassos...

se cai na corrente sanguínea,

provoca erosões e arrepios,

mas nem pensar em ruínas...

E é na circulação em afluentes rios,

que enfim, vai ao coração...

depois, se, instalado no cérebro,

ataca com toda a razão,

mas sempre ele deixa de lado

por conta de tanta emoção...

A mente faz par demente com o coração.

Com uma rapidez tremenda

chega aos órgãos sexuais

e logo que ali se instala,

ninguém segura mais...

é o princípio de um fim

ou é, enfim., o inicio de tudo

que nos traduzem conteúdos.

A vida faz-se ali reproduzida

em todo o amor e o seu registro...

Antonio Fernando Peltier
Enviado por Antonio Fernando Peltier em 17/05/2011
Reeditado em 19/05/2011
Código do texto: T2976523
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