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Amor cigano

Já houve tempo em que andei por aqui,
Não percebia nada, também nada sentia,
Se um acaso por acaso me ocorria,
Não via que estava ali.

Pequenos empreendimentos,
Um universo a bel prazer conspirando,
Minha vida as vezes desmoronando,
E em franca construção: meus sentimentos.

Se de pouco me assustei com o muito que se formou,
Talvez pela ignorância da alma incipiente,
Talvez pela falsa imaginação do transparente,
Onde ondas turvas com muitas curvas se pintou.

Minhas pegadas vazias se formaram,
Em algum ponto minúsculo ficaram no universo registradas,
E agora meus pés preenchem as suas pegadas,
Desde quando? Desde quando nossa almas se encontraram.

Poderia nesta tarde dizer "TE AMO",
Seria forte, lindo, enorme e maravilhoso.
Seria verdadeiro, como um decreto poderoso.
Mas, dizer somente é pouco, meu achado cigano.

Sou cativa de seus desmandos,
Acho-me presa, cativa em seus meandros.

Que se de amor não há como morrer,
Definitivo se faz em mim amar, amar até viver.

E se não posso agora me permitir ser louca,
Quem sabe, em pouco tempo, possa bailar com meu corpo conectado ao seu por minha boca.

Meu amor cigano,
Nessa liberdade de amar, me rendo. TE AMO.
Mary Rezende
Enviado por Mary Rezende em 23/11/2006
Código do texto: T299363
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Sobre a autora
Mary Rezende
Goiânia - Goiás - Brasil, 49 anos
621 textos (29544 leituras)
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Mary Rezende