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Presságios

Se voltasses, meu amor, ao meu zinco frio
O que dirias das lágrimas caídas
Ocasionadas por tua despedida?
Sorririas?
Ou chorarias junto ao meu pranto em desvario?
Deitarias uma escusa ou perdão?
E eu, perdoaria?
E ao passares no aduaneiro do meu brio
Deixarias teu sarcasmo no balcão?
Ou a despeito da esperança cultivada
O trarias, deturpando-me a razão?

Mas de que me vale ficar assim indagando?
Se voltasses ou não, o quanto importa?
Se esses presságios são realidade morta
E esses lamentos são vagos, bem sei.
Como sei também que esses meus ais
Hão de nunca te dizer o quanto te amei
E também não farão com que voltes jamais.
ademir silva
Enviado por ademir silva em 29/11/2006
Reeditado em 29/01/2007
Código do texto: T304747

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Sobre o autor
ademir silva
Americana - São Paulo - Brasil
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ademir silva