Amor

Veja, quanta fumaça sai dos carros, e quantos motoristas apressados, olhando para o relógio o tempo todo, são tantos os que colhem capítulos insignificantes de vida, circunstâncias tão parecidas, depreciadas.

Procuro não pensar mais no tempo, procuro fugir do estigma de um robô, sigo os conselhos de Osho, aprendendo a ser uma nova criança.

Excluo do meu telefone números que não servem mais, e até sinto saudades de algum tempo, mas já nem sei quanto tempo faz. Pensando em libélulas e as confundindo com outros insetos, até te imagino rindo de tudo isso: Do meu olhar de soslaio, sempre na defensiva, vertendo, vertendo, vertendo...

Quis o destino dar-me tua trilha sonora, tuas notas bicéfalas enchendo as minhas veredas, lambendo os meus ouvidos.

Tu e o violino tocam-me tão profundamente.

Vejo então a face de um outro mundo, onde posso escolher não pertencer a nada, a nação alguma, a nenhuma regra ou religião, posso escolher como chamar os meus dias e, quero que chamem-se amor, que chamam-se amor as minhas horas, que chamem-se amor os meus filhos, os meus amigos e, que eu também me chame amor.

Janaina Cruz
Enviado por Janaina Cruz em 17/01/2012
Código do texto: T3446577
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