Sereníssimo

Meu amor por ti é um deserto

Perco-me, resseco-me

Clamo, como o Batista

pregando paixão a gafanhotos

O calor de tua lembrança

mortifica-me às gotas escassas de esperança

Cambaleio sem rumo, sem oásis

debaixo da impiedade do sol ternura,

que outrora aqueceu o que já não mais lembramos

Jaz agora,

só a fome insaciada,

em entregas que meu amor creditou

Delírios me deixam são

porque a paz que tenho comigo,

da tua miragem me resgatou

leandro Soriano
Enviado por leandro Soriano em 16/07/2005
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