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Sereníssimo


Meu amor por ti é um deserto
Perco-me, resseco-me
Clamo, como o Batista
pregando paixão a gafanhotos

O calor de tua lembrança
mortifica-me às gotas escassas de esperança
Cambaleio sem rumo, sem oásis
debaixo da impiedade do sol ternura,
que outrora aqueceu o que já não mais lembramos

Jaz agora,
só a fome insaciada,
em entregas que meu amor creditou
Delírios me deixam são
porque a paz que tenho comigo,
da tua miragem me resgatou
leandro Soriano
Enviado por leandro Soriano em 16/07/2005
Código do texto: T34747
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Sobre o autor
leandro Soriano
Santos - São Paulo - Brasil, 59 anos
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leandro Soriano