Contemplar...

            Dissertar e reflexar...

 
Tudo que esta em torno de mim,
Não à torno de mim...
Não desejo analisar nem interpretar,
Quero apenas poetizar!...
 
Em um momento de extrema felicidade...
É lindo está em um ambiente harmonioso,
Atmosfera de intenso prazer,
De paz e supremo amor!...
 
Contemplar a arquitetura ambiente...
Nas cores da parede, nos detalhes do teto,
Na penumbra da luz vinda de um abajur,
Um piso frio que me dar prazer nos pés...
 
Não há roupas jogadas ao chão,
Não há taças viradas entornando vinho,
Não há um ruído sequer,
Há uma perfeita harmonia...
 
Ponho-me  de pé junto ao vão de uma janela,
Abro as cortinas e lá fora  através da vidraça,
Vejo a calmaria de uma paisagem impar,
Vejo a chuva fina e leve que cai...
 
Vejo ainda um único movimento 
De pequenos voantes em volta da lâmpada
De um poste inerte e solitário,
Onde a luz da lâmpada que os aquecem...
 
As nuvens escuras quase negras,
Esconde o luar, e, sequer vejo uma única estrela,
Mas contento com a minha, e para isto,
Basta voltar o meu olhar para trás...
 
E, a vejo com que caída do céu,
No leito em que me serviu uma dose cavalar
De uma noite completa e repleta
De um amor em total êxtase!...
 
Volto a contemplar!...
 
O que ha de mais belo... Em teu corpo?
Sobre a cama entre os travesseiros...
Lençóis dourados de cetim,
Sinto daqui o teu cheiro!
 
Posso observar...
 
E ver que tudo em tua volta
É apenas ornamento...
O teu ser é o centro!
O conjunto faz a obra, apenas fantasio...
E são enlouquecedores os meus pensamentos...
 
Fico a refletir...
 
Pude sentir esta pele macia,
Estes braços à me envolverem
Esta boca à me beijar,
E por fim uma entrega louca!...
 
Depois um descanso...
Em um aparente relaxamento
Conotados de prazeres,
Feliz e contemplada por amor...
 
Dormes com o sorriso no rosto,
Não sabes que te observo,
Mas, estais certas de que estou aqui!...
Assim, sei que se põe a sonhar...
 
Tudo em volta, torna-se um quadro sem tela,
Sem tintas e obviamente sem cores.
Mas de uma imagem tão bela,
Que ficará Impregnada de forma deliciosa
E memorável em minhas retinas...
 
Este corpo esculpido...
 
Cabelos dourados,
Olhar profundo e angelical,
Mãos ágeis, leves e macias,
Percorreram o meu corpo...
 
Deram-me a certeza de um amor...
Infinito, pleno, terno e duradouro...
Ame-me outras vezes, tanta outras...
Amanhã,  com mais intensidade
Do que me amastes hoje...
 

Francisco Rangel...
Russas, 22 de novembro de 2011

 
Francisco Rangel
Enviado por Francisco Rangel em 19/02/2012
Reeditado em 13/11/2013
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