Declaro-me...



Declaro-me deitando sobre seus lábios sedentos,
Meus lábios carnudos querendo sorver-lhe a alma
E minha calma necessita do seu ardor...
A pele clama pelos seus carinhos
Buscando o aconchego
E o mistério das minhas secretas ilhas
Sob o calor de seu sol...

Declaro-me em minha linguagem não verbal
Que lhe convida a me amar,
Revela meus sentimentos e desejos:
Entre, meu sol, ilumina meus espaços
E aquece-me com sua presença
Traga-me a alegria
De festejar sua radiação iluminando meu dia...

Declaro-me sua poesia em corpo de mulher...
Leia meus versos e decodifica-me as metáforas
Em fases de lua apaixonada
Revestindo-me de fantasias para o seu prazer...
Decora meus versos e o íntimo de minhas entrelinhas,
O segredos que só seus olhos conhecem
Quando desnudam-me a alma...

Declaro-me nua de todos os pudores
Dos falsos amores que pensei viver
E Minha rosa desabrocha em plena primavera
Exala o perfume do cio e espera por você...
Vem, e passeia em meu jardim florido
Visita-me a flor...
Que lhe reserva o mel do meu mais puro amor...

Declaro-me no olhar que lhe seduz,
No meneio do corpo viciado em seu cheiro
No arrebatamento que sua voz me traz
Ai...ai... na alegria de lhe ouvir sorrindo feito menino...
O que tão bem me faz!

E eu vou me declarando sem dizer
Nos gestos que sequer pode imaginar,
No carinho, no jeitinho de lhe entreter
No abraço apertado, no enlace dos corpos
Na entrega das almas que entram em total conjunção
E depois, em êxtase de plena alegria
Sussurro bem baixinho em seus ouvidos:

Declaro-me em perfeita sintonia
Lhe amo meu moreno, meu casanova, cigano,
Meu namorado, meu amante, macho,
Meu poeta, meu menino, anjo libertino,

Meu escravo e senhor,
Puro e singelo AMOR...



Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa, 13/08/2012
Nina Costa
Enviado por Nina Costa em 13/08/2012
Reeditado em 13/08/2012
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