MEU ARREBOL

Observo-lhe com esse meu olhar mesureiro

Nas distâncias de nosso íntimo horizonte

Tornei-me cativo de teus encantamentos

No cativeiro erigido em todos os teus domínios

Aonde vigora visceralmente nossos instintos

Que flanam por caminhos interconectados

Alicerçados por esse querer imensurável

Absorvido per esse teu álacre despojamento

Colhes toda profusão de meus vorazes desejos

E afasta de mim todo pensamento merencório

Pois para ti meu espírito é um ente semovente

Tomado que é por tua ubíqua presença em mim

Vaga por entre os precipícios de nossas barreiras

Transpondo-nos aos campos de firme asserção

E sei que todo esse distanciamento findará

É quando será então minha incoercível habitação

Pela introspecção de tuas indeléveis singularidades

Teus defeitos refeitos em teu modo de se refazer

Torna-os obsoletos ante tuas infindas qualidades

E reafirma minha admiração por tua magnitude

No efervescente rumo de minhas abstrações

Solidificadas em teu introspectivo arrebol

Nos simples passos de nossa longa jornada

Na saga que é estar contigo contido no amanhã

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Leilson Leão
Enviado por Leilson Leão em 18/12/2012
Código do texto: T4042615
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