MEU QUERER

Sinto meu horizonte tingido por tuas cores

Pela voz que ecoa através deste teu silêncio

Quando por ti meus sentidos perdem o sentido

Dando asas a minha contemplativa imaginação

Não desejo ou pretendo que mude nada em ti

Nem tampouco tenho pretensão de mudá-la

Em meu intento não haverá nenhuma proscrição

Nem os preâmbulos de indefinidas dicotomias

Pois de ti obtenho o que há de mais impoluto

O que irradia de tua incomparável plenitude

No elo que nos une não há domado ou domador

Inexiste a figura do seduzido ou do sedutor

Nem o conceito de contemplado e contemplador

Mesmo ante a nefasta melancolia dos amantes

Que não nos abranjam sentimentos escapistas

E sim o nascer e florescer de pujante brandura

Acender nosso desejo e ascender nossa vontade

Sei serem pontilhadas minhas esparsas esperanças

Mas não contenho essa minha esfaimada vontade de ti

Então me perdoe por querer o que não me é devido

Que é um momento singular em teu tempo plural

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Leilson Leão
Enviado por Leilson Leão em 06/03/2013
Código do texto: T4174721
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