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ALÉM DO ARCO - ÍRIS, O AMOR...

As folhas caem das arvores, tristemente...

as camadas coloridas vao formando uma alcatifa delicada e macia, no chão...

Outono... um outono que termina triste, prenunciando um rigoroso inverno, mas não me afeta, pois dentro de mim tudo já está como as geleiras eternas... nem mesmo as lágrimas ardentes que rolam dos meus olhos aquecem minha alma...

Pelas ruas desertas, a solidão me abraça com seus braços negros, enquanto caminho às cegas, sem destino... a chuva cai pesadamente, fria como a tristeza que sinto, fazendo minha roupa colar ao corpo e meus cabelos ensopados, no rosto...

Um relâmpago corta o céu em trevas como uma espada flamejante e um trovão ribomba, assustando - me e enchendo - me de medo, fazendo arrepiar ainda mais a minha pele...

Meus pensamentos, minhas lembranças turbilhonam dentro da minha cabeça onde apenas um nome soa claro... o teu nome, que enquanto caminho sob a chuva, sussurro entre lágrimas de angústia, como uma prece que não é, mas uma despedida definitiva de mais um sonho que se vai, que se perde dentro dos labirintos da vida, como as águas da chuva que escorrem pelas ruas e se perdem nalgum lugar desconhecido... deve haver um lugar onde repousam os sonhos mortos...

Não quero mais lembrar que um dia te amei... que um dia estive em teus braços como a mulher apaixonada que sonhava ser muito mais, para ti e te falava de amor com toda a pureza d´alma...

E nao acreditastes... mentistes um amor que não sentias... com um mero pretexto, te afastastes, e hoje, pergunto - me se tudo não foi planejado... nenhum amor que se dizia intenso e verdadeiro, entre juras de "sempre", morreria tão de repente e tão de repente passaria a pertencer à outra, como se eu jamais tivesse existido...

Hoje penso que não passei de simples brinquedo com que te divertiste e, em seguida, como se eu fosse algo descartável, jogaste - me fora, com o coração aos pedaços...

Oh, noite de trevas!!!

Não consegues ser mais escura nem mais gélida que meu coração, nem teu céu de ébano ser maior que o abismo da minha alma!!

Tanta dor me impede de enxergar a luz no fim do túnel... sinto - me perdida, abandonada pela sorte... joguete nas mãos implacáveis do destino...

Mas um dia, um dia a tempestade dentro de mim cessará e um lindo arco - íris irá brilhar nos meus olhos, hoje opacos pela tristeza de ser desprezada, crucificada sem chances de defesa e um sorriso adoçará meus lábios, hoje trêmulos de dor...

Um dia nao serás, mais, o único a ocupar meus pensamentos e meu coração voltará a se aquecer com um novo e verdadeiro amor... porque estou Viva e não vou me entregar à essa dor, não vou cultuar nem alimentar lembranças e saudades por quem jamais as mereceu!

Sou mais importante para mim que um amor pobre e transitório que pode estar doendo agora, mas não se tornou uma tatuagem, uma marca indelével no meu coração... porque não deu tempo, para isso.

Meu coração não se fechou para a vida, e mesmo que seja além do arco - íris, sei que o amor existe também para mim...

Arianne Evans
Enviado por Arianne Evans em 13/08/2005
Reeditado em 13/08/2005
Código do texto: T42414
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Sobre a autora
Arianne Evans
Curitiba - Paraná - Brasil, 66 anos
695 textos (57315 leituras)
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Arianne Evans