CLANDESTINIDADE


Talvez seja normal nos dias de agora,
Amar clandestinamente sem sentimentos.
Alguns consideram absurdo, na realidade,
É mais saboroso, delicioso o escondidinho.

Chamem como quiser, só interessa
É o que se faz clandestinamente,
Escandalizando o desenformado
Na relação amorosa perfeita entre os dois.

Pensam-se donos da razão maluca
Entrando os seres num chamego
Tão desmedido deixando o delírio pegar fogo,
Pois ninguém faz tantas carícias iguais.

Sabe-se não é de ontem o quanto se querem.
Mesmo que o destino prove o contrário.
Não há juras, mas, atitudes prazerosas,
Clandestinidade causada pelos sentidos.
Jorrando a flor da pele característica do fazer.




 
Gildete Vieira Sá
Enviado por Gildete Vieira Sá em 13/08/2013
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