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Andei léguas, corri vales, subi montes...
Remei, nadei, por mares, rios, lagos...
Voei ventos, brisas, derrotei intempéries.
Contei galáxias, constelações.
Centauro, Afrodite, Apolo...
Parei num sonho místico, helenístico.
Colhi a mais bela flor no mais belo campo.
Seu perfume me entorpecia os sentidos.
Ainda assim não estava satisfeito.

Orei à deusa, olhei seus olhos, contemplei sua luz.
Pedi-lhe forças, roguei-lhe coragem, cantei-lhe misericórdia.
Tão cego estive embebido em tamanha beleza
De uma tal natureza que não pude mais.

Acordei, ergui-me, esforcei-me em gemidos.
Senti o ar que não me supria. Sufocado!
Tentei falar e não me permitia.
Íris em foco, límpido, alvo, ofuscante.
Formas, contornos simétricos, matemáticos, perfeitos.
Achei-te, enfim!
Posto que sonhei, sofri, desejei, venci.
FÁBIO BARBOSA
Enviado por FÁBIO BARBOSA em 06/09/2005
Código do texto: T48098

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Sobre o autor
FÁBIO BARBOSA
Olinda - Pernambuco - Brasil, 37 anos
120 textos (7815 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 22:19)
FÁBIO BARBOSA