MEU ENCANTO

Quando te via na rua, num canto,

meu peito de alegria arfava.

Quando tu enxugaste meu pranto,

descobri o quanto lhe amava.

Quando tive teu corpo e foi tanto,

que o meu não vivia, flutuava.

Quando nos unimos, eu garanto,

que minha alma vibrava.

E hoje ainda, meu ENCANTO,

te desejo mais que desejava.

Teu coração do meu é dono.

Sou teu nesta e noutras vidas.

Sem te ter ao lado, perco o sono.

É ter jardim sem margaridas.

Te dei meu reino, meu trono.

Curaste todas as minhas feridas.

Sem ti viveria no abandono,

sangue jorrando por veias partidas.

Meu peito seria eterno outono

e um livro de páginas não lidas.

Télio Diniz
Enviado por Télio Diniz em 23/11/2015
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