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Polígamo Anônimo

A sociedade impõe, limita, meu corpo padece;
A religião castiga, alerta, meu coração padece;
A família aconselha, vigia, em vão, não domino a atração;
O arrependimento queima, machuca, dar um tempo é a solução;

A voracidade carnal consome é incontrolável, já foi se o tempo;
A fuga é constante, a submissão é presente, foi se o descente;
Ah! Minha amada dissimula, a fraqueza é evidente;
De onde vem essa atração incondicionalmente?

Medo, temor, de um final já esperado;
Sei que estou e sempre estarei apaixonado;
Não quero que meu Amor sofra por um pecador;
Não quero sofrer de desnutrição carnal, meu corpo gozar de dor;

O tempo, a idade, curará essa míngua?
A tristeza, a frustração acabará com essa ilusão?
E, você, minha amada entederá essa atração?
Perguntas sem respostas, fraqueza sem alimentos;
Isto, reflete a manipulção dos meus sentimentos.

Que delícia, que corpo maravilhoso, que engano!
Será a fórmula do meu futuro soturno?
Não há passado, presente, nem futuro;
Há o momento,em que se deliciamos;

Acorda, a realidade não é essa, isso é efêmero;
Mas, para que acorda, sim a reminiscência é eterna?
Ah! Meu Deus será excesso de hormônios?
Receio ser um eterno POLÍGAMO ANÔNIMO.
Junior Cambuí
Enviado por Junior Cambuí em 24/08/2007
Código do texto: T622060

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Sobre o autor
Junior Cambuí
Taguatinga - Distrito Federal - Brasil, 37 anos
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Junior Cambuí