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Amor Negro

É hora de rir, sem se esgotar em brandura e calar.
Não se confina no pradrão azul, no preto da desesperança.
Intriga, gozar de prazeres alheios.
Olhar a companheira ao lado e sintomaticamente, despedir-se
sem chorar.
Escrever em muros dourados com carvão de luz cintilante.
Bordar em roupas medievais nossos anseios e desatino.
Esquivar-se da sombra do mau presságio do fico, da ternura.
Embriagues dos nossos sonhos.
Na batida apertada do coração.
E as cartas com os mesmos erros (esse relevante).
E do amor fincado no peito.
Falta você para a vida sorrir mais, e cessar esse vendaval de desgraça.
Sem colher lágrimas doce e maçã podre.
De um fim mal recomeçado e desmezurado pela desconfiança.
Brilha de novo o sol, e vem a escuridão.
Do desejo de não mais ser o amanhãm.
Fique com deus, diante de mim.
Sonoros aplausos.
Teatro de amor.
Guardem bem o racor.

Gustavo Leite
Enviado por Gustavo Leite em 04/09/2007
Reeditado em 10/09/2007
Código do texto: T638127

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Sobre o autor
Gustavo Leite
São Gonçalo - Rio de Janeiro - Brasil, 38 anos
20 textos (828 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/08/17 12:59)
Gustavo Leite