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Me retiro...

O Sol sereno está bem acima
Irradiante com seu esplendor
Pode nos proporcionar este clima
De alegria e muito amor!

Parece que ele segura o cenário
O mantem lindo e maravilhoso.
Faz de nosso mundo um Santuário,
Com sua luz o torna garboso!

Penhascos, rochas e montanhas azuladas,
Planícies verdinhas, cerrado agreste,
Deixam nossas almas apaziguadas,
De multicores de felicidade nos veste!

Homens firmes, mulheres graciosas,
Crianças saudáveis, família em união!
Margaridas, cravos, orquídeas e rosas,
Como é lindo a sua criação!

Oh, astro rei que a nós glorifica,
Com sua poderosa energia!
Ao mesmo tempo que fortifica,
Enche nosso mundo de magia!

Não podemos ficar acostumados,
A ver tudo e ao mesmo tempo não!
Prestemos a atenção a todos os lados
Não deixe passar nada de nossa visão!

Uma pedrinha sem forma que chutamos,
Uma folhinha verde que cai no chão...
Aquele passarinho que não escutamos,
Por não colocarmos nossa atenção!

Milhões de pequeninos, como uma formiga,
Uma pequena borboleta ou caramujo,
Sejamos mais simples à moda antiga,
Deixemos o mundo um pouco menos sujo!

Deixemos nossas preocupações massantes
Que nos devoram e tomam nossa vida,
Vamos viver um pouco como era antes,
Viver uma vida mais vivida!

Vamos olhar qualquer pessoa,
E senti-la como nossa irmã,
Tratemos a todos numa boa,
E teremos um melhor amanhã!

É tão fácil viver bem,
Sorrindo e amando assim...
Basta lembrar que tem sempre alguém
Vigiando e tomando conta de mim!

Nosso sol que a todos nós aquece,
Representante de nosso Deus,
Dar o seu calor nunca se esquece,
Dar a luz a todos os seus!

Nunca vi um sol de mau humor,
Ou com indiferença nos tratar!
Sempre está a nosso dispor
Irradiante a nos amar!

Mesmo quando a nuvem escura
Tampa seu penetrante brilho,
Mostra mesmo assim sua ternura
Dando a abençoada chuva a cada filho!

Mas um pequenino presente,
Que o sol de bandeja me dá,
Fico mais que contente,
Espera aí que eu vou "contá":

Para aquele que vive adormecido,
Não percebendo o momento,
De si mesmo esquecido,
Para o simples não está atento!

Infelizmente esse as vezes até recebe,
Mas como poderia de fato desfrutar?
Se até a água que todo dia bebe,
Não percebe, nem o que vive a respirar?

Mas quando o sol da manhã, novinho aparece,
Preparando o nosso dia com muito gosto,
Um especial feixe de luz amoroso resplandece,
Diretamente num angelical e esplêndido rosto!

Pele formosa, marquinhas da vida, mas menina
Dois faróis de luz, abertos e irradiantes,
Junto ao Rei Sol, como Rainha ilumina,
Mostram a pura Alma em olhos verdejantes!

...

De pronto uma eclípse inesperada
O Sol esperança desapareceu atrás
De uma Lua fria irracional gelada
Como poderia crer que seria capaz...

Deus Pai que nos protege e nos guia,
Mãe natureza cheia de harmonia,
Darem esta brusca mudança,
E tirarem de nós o sol esperança?

Tudo cinza, tudo negro, cálido,
As belezas se foram de repente,
De corado tornei-me pálido,
Vazio meu coração sente,

O final, o nunca mais,
Um sonho
Jamais...
Tristonho...

Oro...
Suspiro...
Choro...
Me retiro...
Leon del Bargo
Enviado por Leon del Bargo em 17/09/2007
Reeditado em 18/09/2007
Código do texto: T656283

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Sobre o autor
Leon del Bargo
São Paulo - São Paulo - Brasil, 56 anos
204 textos (12743 leituras)
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Leon del Bargo