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A Súplica do Adeus

Ceci escreve a primeira estrófe:

"Cada vez mais próximos tendo que estar distante....
Cada vez querendo mais tendo que se separar....
Cada vez amando mais tendo que evitar este amor..."

Estando muito próximo a você, num instante
Decido impetuosamente te deixar...
Amando sim muito, nunca com tanta dor...

Não dor por você ter me ferido
Não dor por ter me feito chorar
Não dor por não ter me dado carinho

Tudo isso você me fez mui querido
Nunca ninguém pode tanto me amar
Nunca alguém entrou tão fundo em meu caminho

Subimos no mais alto da cordilheira
Fincamos a bandeira da esperança
Mas tivemos não que descer, mas pular...

Nunca a esperança foi tão certeira
No momento que nosso Amor avança
Temos que inevitavelmente recuar...

Não se sintas culpada Alma minha
Não tenhas nenhum peso não
Prossiga em paz, vá com Deus...

Do jeito que nosso Amor vinha
Tomando todo nosso coração
Como um dia daríamos o adeus?

Nosso amor é mais que proibido
Ambos temos companheiros
A consciência nos diz assim

Meu coração descola do seu ferido
Mas agora temos que ser guerreiros
Mesmo que não estejamos afim

O inimigo de nós chegou perto
Veio montado na desconfiança
Trazendo pra nós a aflição

Nosso amor deve manter-se coberto
Mesmo cubrindo também a esperança
Temos que aprender mais essa lição

Esta história nossa está tão comprida
Lançando-nos em continuo zigue-zague
Deixando sempre a paz eterna pra depois...

Apesar de termos tanta torcida
Não podemos deixar que estrague
O tesouro sagrado de nós dois

A dor é substituída pela determinação
A impetuosidade por prudente medo
A esperança dá lugar a Fé viva

Mais uma vez estraçalhamos nosso coração
A consciência nos aponta firme o dedo
A desconfiança a deixa mais ativa...

Seu companheiro desconfiado está
No fundo quiçá sentes perder você
Sente sua alma ficando vazia...

Por isso o afastamento começa já
Antes que ele saiba o porquê
E aumente ainda mais sua agonia

Não queremos vê-los sofrendo.
Ficamos com eles pra torná-los felizes
Formamos com amor uma bela família...

Nós dois não estamos querendo
criar a todos doloridas cicatrizes
Ofuscar a luz que hoje ainda brilha

Vamos nós dois renunciar
O amor lindo, mas egoísta
Poupar a todos do sofrimento

Continuamos a nos amar
Mesmo sem a conquista
De nosso eterno momento

Ceci dos sonhos meus, te amo!
Amada eterna, a maior!
A Deus te entrego confiante

Mas a Ele em pranto clamo:
Meu propósito eu sei de cor...
Sei que pro mundo sou errante

Mas reserve, mesmo lá no infinito
Na mais longe das constelações
Mesmo daqui a mil anos luz

Um lugar simples e bonito
Para casarmos nossos corações
E ao nosso singelo Amor fazermos jus!
Leon del Bargo
Enviado por Leon del Bargo em 11/10/2007
Reeditado em 09/11/2007
Código do texto: T689345

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Sobre o autor
Leon del Bargo
São Paulo - São Paulo - Brasil, 56 anos
204 textos (12763 leituras)
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Leon del Bargo