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AS CORES DA VIDA



Que hoje não seja a véspera do dia da minha morte!...

E no entanto hoje é a véspera do dia da minha morte.
...Pois, se eu morro um pouco em cada dia que passa...

Por minha sorte – por sorte de todos nós -
renascemos em cada alvorecer.

Isto porque todos os dias são iguais,
sem no entanto nenhum se repetir.

Olho o azul do céu, contemplo o azul do mar
e sinto a total embriaguez dos meus sentidos...

Uma bebedeira de Vida impossível de explicar
pois, nem o céu, nem o mar, nem a Vida... São azuis.

São imensas as cores que os meus olhos vislumbram
e sinto que nenhuma delas se pode sobrepor à outra...

Ao fitar o horizonte, percebo que este vai-se alimentando
em todos os tons da Natureza, conforme o dia vai correndo.

É imprescindível empenhar-me em viver cada instante
como se fosse o primeiro, como se fosse o único...

Preciso de sorver as cores, os odores, os sabores;
Preciso de voar nos ares, nos mares, nos olhares;
Preciso de construir pontes, fontes, horizontes...

Preciso desesperadamente de Viver
a beleza da Natureza com firmeza.

Hoje não é – com toda a certeza! -
o dia da véspera da minha morte!...

Quem contempla, extasiado, todas Cores da Vida,
jamais morre!

HENRICABILIO
Enviado por HENRICABILIO em 12/10/2007
Reeditado em 12/05/2008
Código do texto: T691574
Classificação de conteúdo: seguro

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AS CORES DA VIDA - HENRICABILIO
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Sobre o autor
HENRICABILIO
Caldas Da Rainha - Leiria - Portugal, 56 anos
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