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A Paixão

   I
Como a onça e seus olhos amarelos
Que prepara o bote com destreza
E se atira certeira sobre a presa
Ela vem, toda envolta em mistérios
Num enredo de sonhos e castelos
Sufocando seu lânguido desejo
Supre a fome que é prato e não sobejo
Enlaçando em sua teia, sua rede
Facinando, sacia nossa sede
É assim a paixão, como eu a vejo.

II
É uma cela sem trancas nem porteiras
É um fogo pra nunca se apagar
Uma força pra tudo transformar
Um quebrar de obstáculos e barreiras
Se elevando ao infinito das fronteiras
Como um trem pelos trilhos fumegando
Esse trem sempre ali resfolegando
No afã de comer toda a estrada
A paixão vem de vez, desavisada
Noutro ser logo vai nos transformando

III
Seja homem, mulher, velho ou menino
A paixão quando vem pega de açoite
É de dia, de tarde é de noite
Modifica, transforma o destino
Inebria, nos faz perder o tino
É um sonho, um não querer acordar
É tormenta querendo sossegar
Entorpece o corpo, os sentidos
Silencia o mais alto dos gemidos
Fogo factuo que não quer se apagar

















J F Lisboa
Enviado por J F Lisboa em 16/10/2007
Reeditado em 25/08/2008
Código do texto: T696426

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Sobre o autor
J F Lisboa
São Paulo - São Paulo - Brasil
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