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O desconhecido

Fazer dele o marco do meu corpo,
tê-lo nas canções que o vento me sussurra
entre as folhas balançantes lá do morro,
com os dedos entrelaçados de carinho.
Beber dele o veneno e o anticorpo,
veia e sangue, pele e coxa, na mistura,
ouvir a prece do gemido e o socorro,
estar no peito desse homem que adivinho.
Fazer a dança das ondas mareadas
tocando a areia num ir e vir em desatino,
como fossem lábios e língua numa boca,
como fossem falo e greta em acarinho.
Entregar a alma e a pele, apaixonadas,
traçar na mão uma nova linha do destino,
rir o riso do amor como uma louca,
abrir o corpo como o ninho ao passarinho...

http://versosprofanos.blogspot.com/
Maria Quitéria
Enviado por Maria Quitéria em 19/10/2007
Código do texto: T701113

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Sobre a autora
Maria Quitéria
São Paulo - São Paulo - Brasil
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