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Do susto nosso de cada dia

O sentimento que me assusta voltou a incomodar
Toca-me como as lágrimas da chuva
O veneno do vento, o gosto da boca que beijei...
 
O sentimento assustador que me retirou o sono
Lembrou-me do pequenino beija-flor e da pedra solitária no jardim
Dos banhos de chuva quente no verão e dos carrinhos de rolimã do passado.
 
O sentimento assustador acordou-me do sono dogmático da razão
Jogou por terra minhas emoções e mostrou-me a humanidade
Na dureza da vida que me persegue, nos montes e sacos cheios de areia que carrego na vida, a leveza se fez presente e pensei na vida que perdi, e na vida que tenho a ganhar.
 
Quanta ansiedade em um coração azul
Quanto medo no coração amarelo...
No jogo das cores do passado ando derrotado ante a impossibilidade de tocar a felicidade,
Sentir os dedos e beijar novamente os lábios que fortemente mordi.
Lúcio Alves de Barros
Enviado por Lúcio Alves de Barros em 22/10/2007
Reeditado em 12/06/2010
Código do texto: T704719
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Lúcio Alves de Barros
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Lúcio Alves de Barros