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Tapera Vazia

To vortânu das campina
Onde lá fui si iscondê
Pra num vê o meu amô
Que foi imbora e me dexô

Tudu aqui é tão vaziu
Tão cheio de sodade e dô
Nossu quartu tá tão friu
Como faiz farta meu amô!

Agora neim iscuto mais
Os cantu dus passarinhu
Neim veim na minha janela cantá
Meu amigu o sabiá

Logu mais vai chegá dinoiti
Num sei se vai tê luá
E se as istrêla vão briá
Comu briáva pra minha sinhá

Numa noite de natá
Dei elas tudu pro meu amô guardá
Dissi que maió dus presenti
Num pudia pra ela dá

Será que ela foi simbora
E levô a lua e as istrêla?
Aleim de iêu ficá na solidão
Me dexô na iscuridão
E tirô de iêu, o céu e os chão

Aqui tá tudu tão friu
Tão seim graça e tão vaziu
Que os passarinhu tudo teim razão
Num dá pra aguentá
Essa tristi asseparação

Mesmu qui iêu se acrediti
Que tinha que sê ansim
Essa vida num queru não!
Que se isproda meu coração!
 
Inté, intão e um abraçu do Caipirinha
Cumpadre Caipirinha
Enviado por Cumpadre Caipirinha em 24/10/2007
Reeditado em 19/03/2009
Código do texto: T707613
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Cumpadre Caipirinha
Brasília - Distrito Federal - Brasil
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Cumpadre Caipirinha