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Amor aflito

Crucifica-me nesta angústia passiva
De amar-te em longa primavera,
em sacrifício d’última quimera,
numa flor sempre altiva.

Cismando em dor compassiva,
Sorrindo, e em teu corpo – quem me dera!-
Sonhar sonhos à noite! Mas esta fera,
Soluçando em sono, é viva!

Por isso não vivo por mim!
Não vivo, não creio em sonhos assim
De toda sorte, quanta sorte afim!

Mas basta encher, ah, mas basta!
Encher o ciclo da esfera p’ra meu ser contrito
Viver a natureza desse amor aflito!


Mayke Medeiros Rezende
Mayke Medeiros Rezende
Enviado por Mayke Medeiros Rezende em 25/10/2007
Reeditado em 13/02/2009
Código do texto: T709787

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Sobre o autor
Mayke Medeiros Rezende
Guapimirim - Rio de Janeiro - Brasil, 26 anos
34 textos (2247 leituras)
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Mayke Medeiros Rezende