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Monólogo

   Oh coração sempre aberto
   Que nunca percebes o mal,
   E permite que chegue tão perto
   Quem trás a morte brutal!

   E responde:

   Talvez porque o sorriso da assassina
   Seja belo, puro, simples, natural...
   Mas veja; talvez não seja nossa sina
   Padecer de tamanho mal.

   E pergunto: Nada temes?
   E ele retruca: Nada sentes?

   E continua:
   
   Perdoe-me, mas é que na verdade
   De nada nos vale temer o que nos parece mal,
   Já que para a gravidade criaram asas,
   Para epidemias, covas rasas...
 
   Para a boêmia lindas rosas,
   E para cada história, um ponto final.
   Para o efêmero existe o tempo
   Que deságua no rio dos lamentos

   Para  onde vão os que sofrem deste mal...
   O medo!
Lepão
Enviado por Lepão em 31/10/2007
Reeditado em 26/01/2008
Código do texto: T717375

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Sobre o autor
Lepão
Birigui - São Paulo - Brasil
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