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Amanhecer

O sol entra pela fresta do meu olhar
A vizinhança e seu barulho matutino
É manhã de domingo
Meu amor dorme ao meu lado
Seu sono dos injustos, sim
Injustos, dado que logo nos separaremos.
Meu amor dorme um sono profundo
E nem sente que o toco
Nem precisa, minhas mãos já se sentem em casa
Não quero acordá-lo desse momento de beleza
Eu não quero acordar desse momento de certeza
Sua presença nesta cama é a sentença
De plenitude do nosso caso
Sua alma, aqui nua (o corpo também)
Aos meus olhos, que posso dizer mais
Obra de arte de beleza furiosa.
Saio da cama bem quieto
E faço o café que ele nem gosta
Depois, me junto a ele
Queria conseguir dormir
Mas parece impossível
Pois esse momento é mais que verossímil
É confortante, inebriante, me extasia
Inundado, bêbado de amor
Respiro em plenos pulmões
Um sentimento maior
Que qualquer outro nascer do sol
Um amor de corpo presente
Que amanhece
Que venta, que chove
Um amor que nos cobre.

Hudson Pereira
Enviado por Hudson Pereira em 09/11/2007
Código do texto: T730014

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Sobre o autor
Hudson Pereira
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 31 anos
56 textos (1986 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/08/17 12:54)
Hudson Pereira