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DOCE SEPULTURA

DOCE SEPULTURA

“Os amigos que me restam são de data recente; todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos” (Machado de Assis)

A minha mão
alguém segu-ra
uma promessa,
uma ju-ra.

Minha boca
murmu-ra.
Só enxergo
tua figu-ra.

Meu rosto
se desfigu-ra.
Meu leito
sepultu-ra.

Minha visão
obscu-ra
Ainda enxergo
tua figu-ra

Minha triste
desventu-ra:
Do céu
p’ra sepultu-ra

Minha doença,
minha cu-ra,
meu delírio
minha loucu-ra!

Agora tudo
se mistura,
se recompõe
se desfigu-ra...

Tentei chegar ao fim
mas ele chegou
antes a mim...
MAR/1992
Paulo de La Mancha
Enviado por Paulo de La Mancha em 12/11/2007
Código do texto: T733959

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Sobre o autor
Paulo de La Mancha
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Paulo de La Mancha