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As Certezas dos Olhares




Sem culpas ou erros.
No princípio mais que letras em palavras
Senti cores em olhos, foi
Uma bruta intromissão em meu pessoal.
Não se detém o imprevisto, um inesperado
Toque, e foi mais forte que o meu ceticismo.
E se fez energia essa mesma cor, que se fez
Vicio. E foi erro alimenta-lo,
Ao toque do olhar.
Me fiz vítima à dependência.
É de se pensar os meus motivos:
São sonhos! Se ambiciona
Mais que apenas ver.
E não se vê a falta de fôlego.
Não se vê as dores que se espalham pelo corpo;
Isso é a química dos sonhos.
Aquele primeiro contato não seria tão
Impressionante se fosse esperado,
Se fosse desejado.
Eu só queria finalmente viver eu mesmo;
Tentar me decifrar. Minha memória dizia:
Não há motivos pra tentar novamente agora.
Mas como aprender senão com o novo?
E quando eu só quis viver eu mesmo,
Vivi acompanhado pelo agradável desconforto
De não saber o significado daqueles olhares
Sorridentes ou daquelas mãos geladas.
Pedrê
Enviado por Pedrê em 24/11/2007
Código do texto: T750086

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Sobre o autor
Pedrê
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 29 anos
9 textos (183 leituras)
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Pedrê