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Eu


Sinto-me leve como o vento.
Sinto-me em paz em meio a este caos.
Sinto-me protegido nos teus braços,
mesmo que não me tenhas possuído.
Sinto-me inteiramente seu,
Mesmo que ainda não tenhas te sentido.

Sentia-me nu,
Sem o teu sorriso.
Sentia-me sem alma,
Antes de você chegar.
Sentia-me descrente de amar,
Mas você provou-me que ele estava apenas adormecido.
Sentia-me um pano velho que depois de usado é descartado,
Mas você o recolheu e o fez sentir-se útil.

Sinto-me angustiado,
Por saber que sofre.
Sentia-me ferido,
mas você curou-me.
Sinto-me parte de você,
Pois é parte de mim.
Sentia-me incapaz de acreditar nos sentimentos,
Mas você mostrou-me que eles existem.

Sinto-me completo,
Por saber que você existe.
Sinto que posso acreditar no amor,
Pois você mostrou que é possível.
Sentia-me mais um em meio à multidão,
Desacreditado nos homens.

Sinto-me agora capaz de amar.
Sinto-me intenso.
Sinto-me inteiro para amar-te.

Sinto-te mais e a cada dia, instante,
Como se fossemos apenas um.
Sinto-te vivo, pulsando dentro de mim.
Sinto-te sorrir, chorar, sofrer, amar.




Rogevanio Alves Santana
Enviado por Rogevanio Alves Santana em 28/11/2005
Código do texto: T77846
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Sobre o autor
Rogevanio Alves Santana
Aracaju - Sergipe - Brasil, 37 anos
67 textos (3454 leituras)
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Rogevanio Alves Santana