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AMOR DE VERDADE

 


Amor  de  Verdade

GLÁCIA DIABERT

 
Hoje assisti um filme lindo, onde um escritor disse a
seguinte frase:
"O segredo da chave do coração de uma mulher está em
dar presentes
inesperados em momentos também inesperados"
     Fiquei pensando nisso, e concluí: como alguém
pode perder um grande
amor, da mesma forma que facilmente o ganhou?
     Quando se inicia uma relação, o ser humano dá o
melhor de si mesmo;
depois, não sei bem o porquê, ele estaciona, se
acomoda e vai se esquecendo
das palavras doces, dos carinhos inesperados, das
surpresas gostosas... E
deixa que a relação caia na mesmice, no lugar comum.
Aquele mesmo lugar do
qual ele queria fugir, do qual estava enjoado.
     Coisa complicada o ser humano! Não me admira que
tão poucos sejam
vitoriosos no amor.
     Há que se cuidar dele como se cuida de um bebê...
com carinho de mãe,
com zelo de médico, com eficiência de professor e
assiduidade de bom aluno.
     Exupéry é que estava certo... "É o tempo que
perdemos com alguém, que
torna esse alguém importante pra nossa vida!" Não se
pode amar alguém, sem
se “perder tempo” com ele.
     Todos sonhamos com um amor, paixão, com um amor
sentimento e com um
amor amizade. Todos, sem exceção.
     Mas só os privilegiados chegam lá. E não são
privilegiados porque
chegam, mas chegam porque são privilegiados. Enxergam
com olhos que vêem pra
dentro, além das aparências, além do visível! São os
fortes os vencedores no
amor!     Homens, são, como dizia alguém, seres
estranhos; ouvem Chopin,
recitam Tagore, encantam-se com as estrelas e
depois... se matam!
     Como pode o ser humano, ser tão tolo? Como pode
deixar passar a chance
de ser feliz no amor?
     Tenho pra mim - e não é de hoje - que a vida só
vale a pena ser vivida,
se envolvida na vida de outra vida. Serei eu a única
pessoa neste mundo a
valorizar o amor?
     Serei a única a enxergar que quase sempre jogamos
pelo ralo um grande
amor, por preguiça de lutar por ele?
     Será que só eu, apenas eu, sei ver com os olhos
do coração?
     Fazer a música tocar até o fim, perder-se em
alguém, sem perder-se de
si mesmo. "How do you keep the music playing "canta
Tony Bennet... coisa
difícil aos comuns mortais, sempre tão ligados à
matéria, aos deveres,
sempre a olhar pra baixo em direção ao seu próprio
umbigo... nunca sonhar
com as estrelas, nunca olhar além do arco-íris.
     "Over the rainbow"...é lá que se encontra o
nirvana... e quantos chegam
tão perto e o perdem, porque se detém em atalhos sem
brilho próprio...ou com
brilho enganoso!     Ah! as almas humanas...
embranquecem e se deixam murchar.
     Não vou aceitar viver uma vida sem sonhos.
     Não vou aceitar, jamais, viver uma vida medíocre
de mesmice e
cotidianidade sem esperança.
     Adoro o cotidiano, mas aquele cotidiano rico de
alegrias, de sonhos, de
tentativas, mesmo que nelas se quebre a cara.
     Pior que não sofrer é ter um coração vazio, sem
lugar pro inesperado,
pra mágica das palavras, pros sentimentos densos,
intensos, sem senso.
     Não sofra, ame....
GLÁCIA DAIBERT
Enviado por GLÁCIA DAIBERT em 03/01/2006
Código do texto: T94095
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Sobre o autor
GLÁCIA DAIBERT
Uberlândia - Minas Gerais - Brasil, 63 anos
108 textos (25266 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 02/12/16 16:17)
GLÁCIA DAIBERT