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Vestida de uma angústia que me queima
eu sigo, assim, sem rumo, pelos becos
podres,escuros, mendigando luz.

O pranto disfarçado em risos falsos,
tenta reter a triste maquiagem
mas, lentamente, deixa ver o eu.

Um ser tão frágil, transbordado em medo,
joelho ao chão, a implorar a sorte
de um candeeiro que lhe indique o norte.

Em passos tortos, vaga por caminhos
com sons e cheiros diversos dos seus
neles procura, solitário e louco
algo que possa assemelhar-se a Deus.

Clama por Ele em noites que se arrastam.
Fita as estrelas...seres tão distantes.
Se já estão mortas como ainda brilham
ante seus olhos ora agonizantes?

O tempo, monstro,que a tudo devora,
toma meu corpo pra saciar sua fome
Quem sabe eu brilhe como plenilúnio
e o rumo encontre,no próprio infortúnio.

 

 

Tania Melo
Enviado por Tania Melo em 16/01/2006
Reeditado em 03/07/2008
Código do texto: T99801

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Sobre a autora
Tania Melo
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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Tania Melo