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As flores de Otelo Serra


As flores de Otelo Serra
são imortais, permanentes.
Não se desmancham sob a terra,
são da arte, sementes.

Otelo sexagenário, boêmio, alma afim
descobriu-se artista, pueril, inocente
replantou um enorme jardim.
O cínico, ora vejam, tornou-se gente.

Emoldura com pétalas multicores
uma arte nova, diferente.
Fez-se jardineiro de eternas flores
sem perder sua atitude irreverente.

Errar, errou. Quem não erra?
Reconstruiu-se e cresceu. Não mudou.
Mudasse, não seria Otelo Serra.


07 de fevereiro de 2004

Este poema é dedicado ao grande amigo Otelo Serra, que achou na arte de compor quadros com plantas secas um abrigo para aliviar as dores do câncer.
Mauro Gouvêa
Enviado por Mauro Gouvêa em 19/02/2006
Código do texto: T113800

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Sobre o autor
Mauro Gouvêa
Alfenas - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
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3 áudios (837 audições)
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Mauro Gouvêa