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meu pai



Olho pela janela, vejo meu pai.
Vejo muitos pais.
Um pai triste, triste como sua vida.
Vida sofrida, triste vida que não quer passar.
Mas mesmo assim vejo meu pai.
Pai feliz por seus filhos.
Um pai triste,
Pai, que não soube o que é amor de pai,
Não soube o que é amor de mãe,
Pai que sabe o que é amor de pai.
Pai que não teve amor,
Meu pai soube nos amar,
Que não soubemos amar.
Quantos pais pela janela agora vejo.
Fico a olhar,
Fico a pensar
Quantos sonhos tinha,
Quantas coisas queria,
Para meu pai,
Por meu pai.
Vejo-o a olhar,
Para o alto, como se estivesse a procurar.
Quem sabe um sonho,
Amor de pai,
Amor de mãe,
Amor de filho,
Uma vida que se passa,
Uma outra vida que está para chegar.
Vejo-o pela janela.
Vejo as marcas deixadas pela vida,
Uma triste vida que teima em não passar.
Vejo o tempo passar,
Meu pai passar,
Meu tempo passar.
Em meu coração, com certeza ele vai ficar.
Não posso me esquecer...
Também sou pai.
Saberei amar,
Saberei olhar,
Meu pai.

Hoje, 06 de janeiro de 2002 senti necessidade de escrever falando de meu pai.
geraldo rosa
Enviado por geraldo rosa em 07/10/2006
Reeditado em 06/12/2009
Código do texto: T258872
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
geraldo rosa
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 55 anos
60 textos (4851 leituras)
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geraldo rosa