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O Chamã


Para: Assai


A vasta cabeleira,
                     Branca senhora
Recebi os desígnios do tempo
Solta ao vento
Com uma extraordinária dignidade.

O chamã tem seus mistérios.
Às vezes cismo
Que ele, com sua áurea branca
Sabe como ninguém
Vencer a densidade das paredes
Do velho teatro 4 de setembro
Como se fosse um ser
Que é e não é
Que está e não está.

Admiro sua tranqüilidade
A tranqüilidade de quem sabe deixar em si
Apenas o resíduo
O bom resíduo,
Das coisas boas e necessárias.
Raimundo Nonato
Enviado por Raimundo Nonato em 27/08/2007
Código do texto: T625881

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Sobre o autor
Raimundo Nonato
Teresina - Piauí - Brasil
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