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Sombras da Liberdade

O sono aperta os braços em meu corpo...
Marcas dobradas pela certeza de jogar as pedras nos pássaros malditos
e não em frágeis mães que buscam alimento para seus filhotes.
Zombas do meu sossego,
mas não adiantou saber que as noites, que eram nuas,
passaram a solitários restos de inquietude.
E no fim o melhor foi esquecer a falta de conforto do meu leito.

As sombras tentam penetrar na minha embriaguez
pra saciar a vontade de ser luz
e escapar da prisão noturna.
O que elas não sabem
é que a liberdade não está no dia
e que a luz também vive em agônia
sem poder a noite invadir.

É uma dança frenética de desejos sem solução
onde eu percebo o reflexo da minha culpa
e procuro uma absolvição.
Nessa guerra a necessidade real do pedinte só pode ser satisfeita por ele mesmo,
contendo ou não a realidade.
Porque a liberdade está no entendimento da sua importância
e na satisfação própria e dos que se ama.

Liberdade é ser o que se é
sem ter medo de um dia deixar de ser.
Sombra Frenética
Enviado por Sombra Frenética em 30/09/2007
Reeditado em 30/04/2008
Código do texto: T674291

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Sobre a autora
Sombra Frenética
Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil, 32 anos
33 textos (3887 leituras)
5 áudios (277 audições)
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Sombra Frenética