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Pomba da Paz

Pomba da Paz
Guida Linhares
 
 
Pouso na beirada das pedras,
fechando as asas brancas
que me levam ao céu.
 
Contemplo o tremular das águas,
e vejo o turvo fundo do mal.
Aquele que aflige as criaturas,
que as faz ficar temerosas, inquietas,
trancadas dentro de suas casas
ou nos obscuros porões da psique.
 
Buscam uma luz no fim do túnel,
consciências que despertem do torpor dos dias.
Mãos que se estendam em amparo,
e lenços amigos que enxuguem lágrimas.
 
O mundo tornou-se um campo minado,
onde o egocentrismo impera,
na busca desenfreada do TER.
As criaturas esqueceram-se de que o SER
abre as portas do coração,
enriquecendo a vida,
alegrando a alma.
 
No frescor das luminosas manhãs,
vem o perfume da doce primavera,
mas nem todos tem olhos de ver,
a não ser o vil metal que os escraviza.
 
Pobres almas a vagar sem tempo,
para amar, sonhar, transcender-se.
 
Na utopia, jogo o graveto da esperança,
de que os homens abram seus olhos e mentes,
assim como abro as minhas asas da paz,
para alçar vôo ao universo em expansão.
 
Santos/SP
02/10/07
Guida Linhares
Enviado por Guida Linhares em 02/10/2007
Código do texto: T677368
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Guida Linhares
Santos - São Paulo - Brasil, 70 anos
1957 textos (162943 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/10/17 19:39)
Guida Linhares

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