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Já perdi eras pensando na minha razão...
Enfrentei medos e dores em nome dela...
Arruinei vidas inteiros em nome da minha razão...
E a minha própria vida estava entre elas...

Já perdi eras contemplando a escuridão...
A ausência, o vazio, a dúvida, o horror...
Já fui um monstro brincando de amor...

Eu me lembro de dias de tempestade...
Lembro-me dos arrepios à flor da pele...
Eu me lembro da minha crueldade...

E hoje assino meus dias com estranhas sensações...
Saboreio minhas lembranças a todo instante...
Extraio brilho dos olhos dos meus amigos...
E sinto que ainda existe algo que é importante...

Sinto medo... e coragem...
Sinto o peso do ócio da vadiagem...
Sinto desejo... e embarco nessa viagem...
Preciso de um novo tempo, uma nova miragem...

Ainda me assombram os atos de monstro...
Ainda sussurram nos meus ouvidos o que profanei...
Mas eu sinto um fio de esperança em mim...
E pretendo, mais uma vez, mostrar que não há fim...
E que a vida, via verso ou não, não é uma torre de marfim.
Callis Morius
Enviado por Callis Morius em 16/11/2007
Código do texto: T739682

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Sobre o autor
Callis Morius
Itaúna - Minas Gerais - Brasil
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Callis Morius