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*Adeus em Fá.



Não pense em estreitos vales,
Abre-se para o grave,
Para o acorde em bemol.
A ressonância técnica,
Um legato bocejado
De encontro às reentrâncias do infinito mar.

Tem-se o solo,
Nasce uma flor,
Nasce um cravo.
Tem-se o vento,
Caem as pétalas,
Explode as sementes;
Ressurgem as flores

Restauram-se as pétalas,
Renova-se a paisagem

Das pétalas caídas saudades.
Num jardim de vinte anos
As saudades fertilizam

Levado pelo vento,
Lá se foi o cravo,
Amando tudo,
Todos
E o passado
“quem ama de tal modo
é torturado na roda”

O primeiro dó ressoa.
Repete-se em estacatos.

Não pense em estreitos vales,
Abre-se para o grave,
Para o acorde em bemol.
A ressonância técnica,
Um legato bocejado
De encontro às reentrâncias do infinito mar.
Assim se chegará a clave de fá,
Ao primeiro dó.


*A Amim Feres
Cobalto
Enviado por Cobalto em 11/05/2006
Reeditado em 11/05/2006
Código do texto: T154384
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Sobre o autor
Cobalto
Ouro Preto - Minas Gerais - Brasil, 36 anos
39 textos (1943 leituras)
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