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Pendências


Quando nasce um sentimento pendurado
Como se fosse um pobre retângulo de papel, sozinho,
Mal trapilho e desordenado - mas vibrante,
Como o peito de um soldado em guerra,
É preciso atendê-lo.

Não quisemos - eu e meu coração-
Que voasse feito pássaro ao vento
E esquecido se deitasse como anjo,
No quintal das emoções estrangeiras.
Outro ser, outra pessoa - com suas queixas e penumbras;
Sem saber de onde veio, ou para quê...
Recolhemos seu pedaço e o acolhemos, fazendo renda
Como se fosse assim, tão fácil,
Descobrir onde nascera...
Por quê?
Por que tecera na secreta corda bamba de um pensamento qualquer
Todo o mistério do sangue que carrega e escorrega,
E me deixa atônita e perplexa, perguntando
Sem saber o que fazer com a sua alma
De pássaro rasante, de vôo que anuncia,
Em desespero:
Que muitos outros sentimentos virão sem avisar,
Retangulares, amorfos e incompletos, desconhecidos,
Mortos e vivos
Dilacerando os pensamentos que nada sabem
Sobre corações.

Marieta
Enviado por Marieta em 29/07/2006
Código do texto: T204315
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Sobre a autora
Marieta
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Marieta