Fios Invisíveis!

Fios Invisíveis

Esse amor que não se permite estar junto,

reconhece quanto fez sofrer à quem o amou demais.

Busca formas paranóicas de estar perto.

Os lugares de encontro são perseguidos à exaustão.

Seu sofrer calado e dolorido por saber, não tem volta!

Angustia o ser outrora tão feliz por estar junto.

Impaciente, intempestivo, mandou o amor embora.

E hoje, na busca frenética pelo encontro ou “reencontro”

cria meios para poder encontrá-la e tentar, silenciosamente

tê-la perto, sentir sua alma, sua essência, seu amor.

É um perto tão frágil e tênue.

Um não se deixar mostrar.

Usa novamente as máscaras noturnas,

e por instantes seu coração adormecido, volta a pulsar.

São palavras soltas ao vento, levadas pela conexão de fios invisíveis,

mas que fazem o contato a tanto tempo buscado,

e com o tremor da presença, as letras entram no lugar errado.

Mas o estremecer do corpo e o disparar do coração,

fazem com que o dia esteja ganho e a saudade amenizada.

Adquiriu com nome falso e a máscara,

a atenção daquela que amou no passado recente

e por mais esforço que faça ou que tenha feito,

não consegui esquecer, abafar a falta doentia que sente.

Criando relações novas, com sentimentos velhos,

abre-se o sorriso no rosto envelhecido de um homem solitário

e dolorido, por reconhecer o amor que deixou escapar.

Retorna à esse corpo o estremecer de uma paixão que nunca deixou de existir.

Irene Freitas

irenefreitas
Enviado por irenefreitas em 24/04/2010
Reeditado em 25/04/2010
Código do texto: T2217163
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