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Lembranças

Quando eu era criança, gostava da chuva.
Quando estava com minha mãe, meus irmãos e meus pais.
Era o pavor desconhecido.
Afogado em carícias maternais.


Ainda gosto da chuva
Fenômeno adotivo para minha alma.
Se escurece o céu, e em milhões de raios
o mundo explode:
A essência, o limiar da vida me invade.


Hoje não gosto mais da chuva porque tenho pena dos meus irmãos,
Primos, tias, avós, pai e mãe que já não lembram, porque dormiram.
Chove. Tiro meus chinelos e caio de bruço na cama.
Durmo ouvindo trovões. Não sonho.
E de manhã as pessoas não terão pena de mim.

Ananda
Enviado por Ananda em 01/09/2006
Código do texto: T230376
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Sobre o autor
Ananda
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 65 anos
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