Riscos...
Rabiscos...
Sem ao menos saber escrever...
Um grafite brasileiro bem dizido
Grafados nas reticências d'alma
Sem simetria,
De uma grafia esvaziada
Pelo dicionário do embrionário das galáxia...
Que grita nas notívagas em segredo...
Sem medo do viver...
Do se partir em duas faces...
Asas cortadas pelas navalhadas
Das palavras dissipadas ao vento...
No teu silênciar naquela noite fatídica...
Letras jogadas pra um universo
Que se desconhece...
Vento que leva sentimentos
Celestiais e o aprisiona em
Flores de copos de leite
Numa redoma dourada
Para não ser contaminado
Pelas ruínas da da morte
E a erosão do tempo...
Sonhos de uma fila de espera...
Uma página em branco
No contexto do livro da vida
Paginas arrancadas sem dó...
Nem piedade te levaram de mim...
Envolvido no lençol do céu...
No qual pinto com minhas lágrimas...
Inundadas de sentimentos e de dor...
D'alma corroída pela ausência tua...
Que me desnua a vida e me deixa nua...
Diante de um existir sem ti...
A espera da escrita perfeita
Num lapidar diamantado...
Na jazida de um grafite esmerilhado
Pelo Deus-Tempo
(dono e senhor de todas as coisas)
A espera do reencontro marcado...
Na ampulheta prateada de um luminar...
Nas cores inventadas pelas nuances adquiridas
Que aquarelam a vida
No espírito do tempo ano luz...


Texto: Apesar Das Ruínas E Da Morte (Ao Vivo) (Letra) MARIA BETÂNIA

Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias.
Ray Nascimento
Enviado por Ray Nascimento em 05/12/2013
Reeditado em 05/12/2013
Código do texto: T4599353
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