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DUETO COM A ALMA!



O poeta viaja na ilusão do momento,
Abraça a utopia externando insanidade,
Chorando um amor abstrato, esmaecido.
Sempre escreve para alguém no além!

Ínfima pretensão de solicitar amor,
Se, a penumbra é companheira fiel,
Sempre acompanhada da solidão mordaz
Que se alimenta da cáustica depressão!

Porque o ato silencioso está inserido,
Em palavras tristonhas e dissimuladas,
Que, muitas vezes parece se vingar...
De um amor não correspondido?

Em suma, qual é a intenção do Poeta,
Senão implorar um amor nulificado,
Que o condena a abster-se de novas conquistas,
E infinitamente alienado por uma única paixão?


        *   *   *  *  *


O poeta capta o exato momento da emoção,
Incorpora o sonho e mostra esperança,
Sorri para o amor que está a um passo.
Teu canto é ouvido em todas as vidas.


Conversar com o coração é doar-se,
Sempre iluminando a penumbra,
Rebatendo a solidão com o carinho
Que é predicado para a eterna união.


O ato silencioso é a reflexão da criação,
Dita de maneira terna e consistente
Que às vezes só pode ser entendida
Por alguém que queira ser feliz.


O poeta exerce a função de artesão das palavras,
Revigora o coração, tornando-o amável,
Quem ama não pratica a devassa da carne.
Feito artesão, o poeta esculpe a beleza da vida.




              =RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS=
"Escrevo o que sinto, mas não vivo o que escrevo"




Paulo Izael
Enviado por Paulo Izael em 06/10/2005
Reeditado em 23/10/2005
Código do texto: T57344
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Sobre o autor
Paulo Izael
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Paulo Izael

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